Arquivo do blog

sexta-feira

Pastoral da Visitação


Por que se criar a Pastoral da Visitação em nossas paróquias? Porque dela usou Deus para visitar o seu povo, no Antigo e no Novo Testamento. Na Aliança antiga o Senhor Misericordioso veio aos profetas para comunicar seu Amor. Dela Jesus foi Mestre, se fez Carne e habitou no meio de nós. Em seu ministério público visitava casas, sinagogas, cidades, povoados e regiões. Foi Ele a casa de Levi, a casa de Pedro, Marta e Maria, a casa de Jairo, a casa de alguns dos fariseus, etc.

Os Apóstolos eram conhecidos como os do Caminho, os da visita. Os grandes santos foram eminentementes missionários, as Ordens mendicantes sempre foram reconhecidas como as ordens dos religiosos missionários. Todos os que faziam esta pastoral, imitaram a Maria na sua primeira missão, como Mãe de Deus no serviço prestado por ela a sua prima Isabel.

O santo que a Pastoral toma por padroeiro é S. Ezequiel Moreno, conhecido como o santo dos três continentes. Visitou ele três países e neles, foi ao encontro dos pobres, doentes, índios, famílias em guerra, lutando pela paz e pela dignidade da vida humana, sem nunca esquecer de anunciar a Jesus Vivo e presente do Sacramento do Altar. Seu grande tesouro foi o Sagrado Coração de Jesus, o missionário da Pastoral da Visita deve ter um estreito amor, devoção e desejo de pertencer ao número dos amantes do Coração de Deus e propagar a essa santa devoção.

Nossa Senhora da Consolação deve ser a Mãe de todos os missionários da Pastoral da Visitação.

O apoio dos ministros ordenados é fundamental.

Os membros da Pastoral da Visitação deve viver a espiritualidade da visita, dentro das diretrizes missionária da sua diocese ou dentro do plano pastoral que a paróquia tem para se trabalhar no âmbito missionário.

A comunhão com o pastor paroquial deve ser tão íntima, como aquele que necessita do despojamento do pai que abastece a sua casa para alimentar-se. Ao serviço ministerial do padre deve-se recorrer para confessar um doente visitado que deseja receber tal sacramento. É a ele deve-se recorrer o missionário para levar uma bênção especial para as famílias na entronização da imagem do S. Coração de Jesus.

Os missionários da Pastoral da Visitação devem promover uma vez por mês a reunião de grupo para rezarem, colocarem em comum as dificuldades, alegrias, estudos catequéticos. Se possível, fixe no calendário mensal da paróquia uma Missa da Pastoral da Visita e a Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento que pode ser inclusa nos momentos ordinários de adoração que já se têm na paróquia.





Quem deve fazer parte dessa Pastoral?



Todos aqueles de boa vontade que se sensibiliza com o irmão necessitado de umas palavras de carinho, de esperança, de paz, de amor e sobre tudo de fé.

Para se formar uma Pastoral da Visita que dure segundo o desejo do Espírito Santo, temos que fundamentá-la em Cristo Jesus como base. Os tijolos dessa construção espiritual serão: um estudo amoroso da Palavra de Deus, da Tradição e de tudo aquilo que nos ensina o sagrado Magistério d Igreja; As experiências dos santos missionários que tomaremos como cimento que nos ajudará na missão como Igreja; serão as orações oferecidas em cada encontro, visita e em cada compromisso pessoal do missionário, como sentinela. Então a oração depois da Palavra de Deus e da Eucaristia, é insubstituível em cada encontro que se fará. Antes de iniciar qualquer encontro, visita, etc. a oração será a chave e abrirá tudo, chamando o Senhor que presidirá tudo.



Razões da visitação



1) Pela visitação, o visitador pode encorajar seus irmãos na fé: As Escrituras contêm orientações fartas sobre a função pastoral do encorajamento (I Ts 5,11-14; II Tm 4,2; Tt 1,9).

2) Pela visitação, o visitador pode admoestar seus irmãos (Cl 1,28; 3,16; Rm 15,14; I Ts 5,12): Admoestar refere-se a atividade de “aconselhar”; “orientar espiritualmente”. O visitador na qualidade de conselheiro cristão deve conhecer bem as Escrituras a fim de poder aplicá-la adequadamente em sua visita.

1. ACOMPANHAR: Após reconhecermos a necessidade de alguém, nunca devemos abandoná-lo. Faça anotações sobre o que foi conversado, principalmente aquilo que você precisará dar mais atenção e uma possível avaliação posterior. É triste vermos que muitos pastores limitam-se apenas a dar um conselho. No ministério pastoral é preciso acompanhar a pessoa assistida até que se consiga vê-la superando sua dificuldade.

2. Retorne a visita: Depois de algum tempo, confira suas anotações e volte a visitar aquela família. Este retorno é muito importante, pois nos dará a oportunidade de rever os pontos anteriores, dúvidas, os passos que foram dados e o progresso feito por parte da nossa ovelha.



 Promoção da dignidade das pessoas



Acolhimento e visita

a) O compromisso da acolhida começa indo ao encontro de todas as pessoas de modo especial, dos que experimentam alguma forma de exclusão. Acolher no respeito implica atenção personalizada através da capacitação de quem possa “acompanhar espiritual e pastoralmente a outros. O encontro e a escuta exigem preparação, com serviços e ministérios próprios.

b) Visitas não sejam restringidas apenas às famílias, mas que se chegue também a locais de trabalho, às moradias de estudantes, às favelas e cortiços, a alojamentos de trabalhadores, às prisões, aos albergues e aos moradores de rua onde eles estão.

c) É urgente a formação de ministros (as) da visitação e da acolhida.



Evangelização da Família

a) São palavras do Papa João Paulo II: “A família deve ser a vossa grande prioridade pastoral. Em cada diocese, vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero, o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo investimento altamente compensador... à medida que der o máximo apoio a uma Pastoral Familiar efetiva”.

b) Para a Conferência de Aparecida, a família deve ser assumida como um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja. Para isso, em toda Diocese requer-se uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa, para proclamar o Evangelho da Família, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam conhecidos, reconhecidos e respeitados (D.A. n. 435).





Evangelização da Juventude



1.      Optamos, decididamente, pelos jovens! Queremos ouvi-los, acompanhá-los em sua formação e busca de identidade, vocação e missão.



2.      Palavras de Bento XVI aos jovens em São Paulo: “Vós jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: Vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresenta desfigurada” (Bento XVI, Estádio do Pacaembu, 10/05/2007).



3.      Comprometemo-nos com:





Missões Populares


A Conferência de Aparecida convoca a Igreja toda para intensa mística, ação missionária. “Convoca-nos a deixar para trás velhas seguranças, caminhos trilhados, posturas pré-vaticano II, a fim de oferecer novas respostas às atuais perguntas”.



4.      Jesus nos envia em missão: “Ide, anunciai, fazei discípulos...” (Cf. Mt 28,19).



5.      Todos os ambientes devem ser atingidos pela luz – fermento do Evangelho, em missão abrangente, constantemente, capilar. Igreja em estado de missão!







A Missão Continental

a)      A missão continental é compromisso assumido pela Conferência de Aparecida (D. A. n. 551).

b)     “É Continental na medida em que alguns tempos e símbolos compartilhados expressem e enriqueçam a comunhão de todos. As Igrejas que peregrinam juntas na América Latina e no Caribe, e que mutuamente se animam no esforço renovador para uma Igreja missionária” (CELAM).

c)       Esta missão deve ser levada avante pelas Dioceses, paróquias e comunidades.





Aprofundamento



       I.            O que é o Ministério da Visitação?

É um serviço: serviço de Evangelização que a Igreja sempre realizou desde a sua fundação com Jesus Cristo seu Senhor e Rei. É fazer visitas de casa em casa para anunciar a Pessoa e o Evangelho de Jesus Cristo, conhecer a realidade das pessoas, ouvi-las e fazê-las conhecer a Deus mais de perto..



    II.            Quais são os objetivos?

Conhecer a realidade das famílias, também quanto a sua prática religiosa ou não.

Escutar as pessoas, solidarizar-se com elas e testemunhar a fé e a esperança.

Cativar as pessoas, sobretudo os católicos não praticantes, para uma maior participação.



 III.            O que justifica o Ministério da Visitação?

A fé cristã nos convoca a uma vida de comunidade. Hoje há uma forte tendência das pessoas se isolarem e caírem no individualismo. 2/3 dos católicos têm prática religiosa rara ou nula. Muitos frequentam mais de uma religião.

Muitos têm pouca formação catequética. Há os "afastados" e os "indiferentes".

A Igreja não atinge por sua pastoral tradicional a uma grande parte das famílias.





Não aconselhamos a entrada do cristão esponja de aço



Geralmente, encontramos pessoas de santa e boa vontade, que é conhecido como o esponja de aço, que está em tudo, faz tudo. Dizemos que ele falta pouco para se ter o dom da bilocação. Está em todas as pastorais, em todos os movimentos e querem pegar tudo com as mãos, mas lamentavelmente não conseguem fazer todos os seus trabalhos com perfeição. E aqui devemos ter muito cuidado para não sermos atingidos pela mania de grandiosidade e superego religioso, que lamentavelmente atrapalha e muito a vida social e espiritual dessa pessoa. Ela não vai ter um tempo para descanso, para estudo, para lazer e sobre tudo para a oração. Isso receberá o nome de utilitarismo religioso que, não é para nenhuma pessoa e, tão pouco para a pastoral que tal pessoa participa um prazer, mas um fardo suportado para manter-se no posto que se ocupa para sustentar a fama.

Se estou na pastoral do batismo, da catequese, da família, juventude, etc., não devo participar de mais nenhuma a não ser a Pastoral do Dízimo. Porque irei trabalhar, rezar, viver minha privacidade e ainda terei a oportunidade de contribui com carinho do meu dízimo para com a casa de Deus. Assim não estarei super carregado, viverei mais realizado e trabalhando tão bem para Deus.

A Igreja não necessita de cristão esponja de aço, e sim, de cristão comprometido com o Reino de Deus, vivendo a espiritualidade que a pastoral tal enriquece a Igreja. Eu não posso viver a duas, três, quatro espiritualidades diferentes. Assim não serei autêntico o suficiente para nenhuma delas. Por quê? Porque não terei tempo de participar da reunião da pastoral tal por causa da outra pastoral que marcou o encontro no mesmo dia. E assim nunca haverá dia certo para a reunião da tal pastoral porque fulana não pode vir neste dia por causa da pastoral tal.

A consequência de tanto trabalho será a secura espiritual e a falta de renovação da pastoral tal, porque os seus membros não encontram tempo de promover um encontro especial, inovação, uma reunião bonita e um momento de lazer e espiritualidade maravilhoso, uma preparação litúrgica a altura do Mistério que é celebrado na Eucaristia e nem vão cantar novos cantos porque não “tem tempo de ensaio”. Se confiam no famoso “jeitinho brasileiro”. Outra consequência que pode-se trazer a pessoa esponja de aço é ele pensar que alcançou o estado de super-cristão. Onde todos o necessitam, e inconscientemente ele estará fazendo de Cristo um palco e não permitirá que “Cristo cresça, apenas que Ele diminua”. Para o super-cristão, Cristo será o canal que ele vai passar, onde deveria ser ao contrário; nós é que temos a obrigação de sermos canais de Cristo e não Cristo ser o nosso. Enfim, o missionário da Pastoral da Visita deve ter muito cuidado de não cair neste estrelismo. Santo Agostinho nos ensina que para viver como colaboradores do Reino de Deus e assim permanecermos na graça, necessitaremos de três coisas: a humildade, a humildade e a humildade. E a maior delas é a humildade.

Então, o missionário da Pastoral da Visita é convidado a viver sua vida na sociedade sem sair de Deus. Trabalhando e lutando para que o mundo seja mais humano, fraterno, levando tudo aquilo que aprendeu em nossos encontros para a sociedade. Mas, também é convidado a viver sua vida de fé, sendo um homem de oração que se lembre sempre dos necessitados da Palavra de Deus, que são todos nós. A Pastoral da Visita não existe pessoas especiais parar receber a visita. Recebe a visita aqueles que perderam seus entes queridos, então a Pastoral da Visita é uma ajuda necessária dos membros da Pastoral da Esperança. Recebe a visita o pobre, o rico, o doente, o que tem saúde, o branco, o preto, etc... a finalidade da visita é o confiar na fé a todos aqueles que são batizados na Trindade.

O membro da Pastoral da Visita tem que ser uma pessoa amante da Eucaristia e da Palavra de Deus:

ü  Uma pessoa de coração inquieto, capaz de conquistar a outro com sua alegria de cristão, e que passando por uma luta ou queda, venha confiar em Jesus com o coração confiante de que nada existe de potente do que o próprio Deus.

ü  A formação espiritual para o missionário da Pastoral da Visita é importantíssimo, por isso além dos livros que temos como guias espirituais católicos.

ü  O ouvir e guardar é muito importante em cada visita;

ü  Caso o missionário receba uma dúvida sobre determinado tema que não domine bem, devesse buscar ajuda para solucionar tal problema.

ü  Cada um dos missionários, deve rezar com S. Agostinho essa singela oração: “Dai-me fome de amor para que possa acercar-me Contigo dos que tem fome de pão”.





            Vamos agora estudar alguns pontos importantíssimos na vida missionária da Pastoral da visita:

Fundamentação Bíblica :

Abraão recebe a visita de três jovens (Gn 18,1-15)

Maria recebe a visita do anjo Gabriel (Lc 1,26ss)

Isabel é visitada por Maria (Lc 1,39-45)

Zaqueu: "Desce depressa, que eu quero ficar em tua casa". (Lc 19,1-10)

Casa de Marta, Maria e Lázaro (Jo 12,2ss)

Jesus disse aos apóstolos:" Em toda casa que entrardes, dizei: "A Paz esteja nesta casa".(Lc l0,5)

Hebreus: "Não esqueçais da hospitalidade, pois graças a ela, alguns hospedaram anjos sem o perceber".


Fundamentação eclesial:

"A Igreja deve sair ao encontro dos que estão afastados" (Puebla)... "através dos cristãos que assumindo missionariamente o seu Batismo, vão ao encontro daqueles que se afastaram da Casa do Pai". ..."testemunho evangélico a que o mundo de hoje é mais sensível é o da atenção às pessoas": levar a mensagem através do contato pessoal, é o que quebra muitos preconceitos contra a Igreja e seus evangelizadores..."





Orientações práticas





A) Constituição de uma equipe de coordenação:

preparar os visitadores;

fazer o mapeamento das casas;

animar, apoiar e ajudar os visitadores em sua missão.



B) Escolha dos visitadores:

Não basta um convite geral na Igreja. Deve haver convites pessoais. É necessário que o visitador atenda aos seguintes critérios:

Que sinta que é um chamado do próprio Cristo;

Que desenvolva o trabalho com alegria;

Que tenha disposição ao diálogo e à comunhão;

Que saiba enfrentar as situações conflitivas com maturidade;

Que saiba lidar com o diferente, com as dificuldades que aparecem;

Que participe de todas as etapas de preparação do projeto;

Que se prepare espiritualmente pela oração e Palavra de Deus;

Que tenha conhecimento sobre as verdades da nossa fé;

Que saiba dar as informações básicas sobre a Paróquia.

Os missionários devem sentir-se enviados pela Igreja;

Devem sentir-se apoiados pela comunidade

Devem sentir-se continuadores da Missão de Jesus.





Dicas gerais para os visitadores:



1.      Ao chegar à casa, o visitador deverá respeitar três momentos:

a) Conquistar a amizade das pessoas, ser cordial e simpático. SABER OUVIR.

Encontrará pessoas felizes, mas também muitos angustiados, revoltados contra a Igreja, padres...

- Acolher os desabafos com serenidade. Este não é o momento para debate ou doutrinação.

b) Tempo da palavra:

- Conquistada a amizade, há mais chance de evangelizar:

- Esclarecer sobre a intenção da visita.

c) Tempo da ação: Ao perceber que há situações de problemas mais sérios, como alcoolismo, desemprego, conflitos no casamento... o visitador deverá voltar para ajudar buscar soluções para os problemas. (O problema deverá ser levado ao conhecimento do pároco, que procurará a melhor maneira possível de solucioná-lo).



2.      Normalmente serão necessárias mais de uma visita.



3.      O visitador não deve desanimar quando for mal recebido. É preciso ter paciência e calma. Disse Jesus: "Abençoai a quem vos persegue".





4.      Onde for bem recebido, não deixar o orgulho tomar conta do coração.



5.      Guardar sigilo de tudo o que ouvir na visita, sobretudo das confidências feitas.

6.      O visitador deve estar bem informado sobre a vida da Paróquia: horário, cursos etc.



7.      NÃO DISCUTIR RELIGIÃO. Não ser "chato". Evitar perguntas indiscretas, não ser moralista...





8.      Depois de algumas visitas, pode-se fazer ficha sobre dados importantes.



9.      Quando for possível, criar clima de oração, e convidar para rezar.



10.  Entregar folhetos com orações, mensagens e informações sobre a Paróquia.



11.  As visitas devem ser feitas sempre de dois em dois.



12.  Saber escolher o horário mais conveniente para as visitas.





Passos para evangelizar de casa em casa:



I o) - No dia da visita não esquecer de fazer uma oração antes de sair de casa, pedindo ao Senhor a unção do Espírito Santo para o bom êxito de seu trabalho como evangelizador.



2o ) - Não esquecer o crachá se tiver, os roupa adequada, a caneta, e mais importante de tudo, a Palavra de Deus com um texto devidamente preparado antes da visita. Verificar antes de sair de casa se o material está todo na pasta.



3o ) - No caminho, faça oração.



4o ) Na chegada nas casas:

a) - Cumprimentar as pessoas e apresentar-se como Missionário Católico da Paróquia (dizer o nome) dizendo: "A paz do Senhor Jesus Cristo esteja nesta casa.

b) - Havendo barulho (rádio muito alto, TV ligada em alto som etc) pedir com delicadeza para abaixar o volume ou desligar;

c) - Perguntar o nome de quem lhe atendeu e se tiver esposo(a), filhos, amigos, convidar a todos para participarem da conversa se for possível;

d) - Não esquecer que o missionário deve em primeiro lugar OUVIR, OUVIR, OUVIR;

e) - Manter uma disposição de profundo acolhimento para o visitado.



5°) No desenrolar da visita:

(Prestar atenção naquilo que as pessoas falam).

a) - Esclarecer o motivo da visita missionária: é um trabalho apostólico, onde estamos realizando o mesmo trabalho feito por Jesus e pelos Apóstolos. Falar sobre o conteúdo das missões populares.

b) - Perguntar se frequenta alguma Igreja e se conhecemos a pessoa e vemos que ela não frequenta igreja nenhuma, inicia-se uma catequese , mostrando a importância de participar da Igreja...

c) - Se for Católico, perguntar se quer participar da vida comunitária da Igreja... Caso for Católico e não participa da vida da Igreja, perguntar se sente necessidade de participar da comunidade, com muita delicadeza.

d)- Perguntar se há alguém doente em casa. Caso haja algum doente, perguntar se gostariam de fazer uma oração pelo mesmo.

e) - Pedir a Deus que abençoe as pessoas, derrame sua graça sobre aquela família (você têm várias bênçãos, escolha uma)

f) - Rezar em conjunto o Pai Nosso

g) - Entregar o folder com as orações diárias etc.



Na despedida

- Agradecer a acolhida e dizer que foi grande a alegria de conhecer e visitar essa família e estas pessoas;

Informe que dentro em breve, voltaremos para fazer outra visita, se não se opuserem;

Desejar que a Paz de Jesus permaneça nesta casa e com todos os membros da família.





Conselhos para os missionários



Invocar o Espírito



Há tantos problemas […] que devem ser resolvidos, mas que não serão todos resolvidos se Deus não for posto no centro; se Deus não se tornar novamente visível no mundo; se não se tornar determinante na nossa vida e se não entrar também por nosso intermédio de modo determinante no mundo.

Nisto, considero que se decide hoje o destino do mundo nesta situação dramática: se Deus – o Deus de Jesus Cristo – existe e é reconhecido como tal, ou se desaparece.

Nós nos preocupamos com que Ele esteja presente. Que devemos fazer? Em última instância? Voltemo-nos para Ele! Invoquemo-lo para que irrigue, aqueça, endireite, para que nos invada com a força da sua sagrada chama e renove a terra. (Bento XVI)


“Convenceram milhares de pessoas”



Quando os discípulos estavam reunidos com Maria, o Espírito Santo os investiu veementemente, e eles falaram palavras de vida com uma força arrebatadora a tal ponto de, pela Palavra de Deus, converter-se milhares de pessoas a seguir Jesus. E eles batizaram e edificaram a Igreja.

Com Maria… era a presença do amor. De um amor novo.

Se entre nós, cristãos, nos amássemos como se Maria, nossa Mãe, estivesse em nosso meio, creio que teríamos uma compreensão maior da Palavra de Deus, que os sucessores dos Apóstolos pregam. E ela penetraria tão fortemente em nós e nos outros e desencadearia a revolução cristã ao nosso redor… Porque, admitamos, cochilamos demais, e estacionamos, e perdemos tempo com mil vaidades, fazendo-nos passar por cristãos, enquanto a revolução do ódio invade o mundo. (Beata Chiara Lubich)





Mensagem por ocasião da visita missionária





Há 2010 anos atrás uma jovem sai de sua casa e vai até a casa de sua prima e leva consigo a presença de Jesus que é logo percebida pela alegria que causara. Maria, que carinhosamente chamamos de Nossa Senhora de Aparecida, levou Cristo a Isabel sua prima. Com esta atitude Maria nos convida a sairmos de nós mesmos e irmos de encontro com dos irmãos. Mais tarde pelas ruas da Galiléia Jesus toma a mesma atitude indo ao encontro com a humanidade ao seu redor, e envia seus amigos a levarem a sua Mensagem a todos os homens “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Noticia para toda a humanidade” Mc. 16,15.

Hoje em 2010 queremos dar continuidade ao projeto de Jesus levando a sua Igreja e sua mensagem de amor a todos que habitam na região que pertence nossa comunidade.

Nossos amigos missionários, vieram até nós e nos ajudaram a darmos os primeiros passos, agora já estamos iniciando a nossa caminhada missionária, dividimos a comunidade em vários setores e estamos indo de encontro com todos católicos atuantes, e principalmente com os católicos não atuante e também com nossos irmãos separados ou aqueles que preferem viver sem nenhuma religião. “Vede como se amam” a “Comunidade dos Cristãos eram um só coração e uma só alma. Ninguém dizia ser seu o que possuía, mas tudo era colocado em comum entre eles”At. 4,32.

Fico impressionado com o trecho da leitura da Semana Santa onde uma mulher ao abordar Pedro diz: "Você também é um deles reconheço pelo seu jeito de falar, agir”, fiquei pensando... Será que minhas atitudes também me denunciam que sou amigo de Jesus? Meu Senhor... Preciso da tua graça para ser fiel, para fazer morrer o meu eu, para que tuas Palavras se tornem Vida em mim, da me tua graça senhor, sou um servo inútil e infiel, Tu és tudo,eu não sou nada,volta apenas um relance do teu olhar e viverei! (Cônego José Wilson Fabrício da Silva, CRL por ocasião das santas missões em Passira PE).





Tarefa da pastoral:

ü Visitas para quem não participa da comunidade;

ü Esse trabalho é deferente da pastoral que você participa;

ü Visitas nas casas com oração e benção;

ü Contabilizar o numero de visitas no final do ano.



Mensagem:


Deus sempre conta com a nossa disponibilidade e nosso sim. Foi assim com os profetas, com os discípulos, com Maria, com os Santos e Santas, com centenas e milhares de pessoas que deixaram-se seduzir pelo seu amor e, embriagados deste amor, sentiram-se impulsionados a falar de Jesus Cristo às pessoas.



Família “uma escola esquecida”

             Hoje esquecemos que a família é a primeira e a melhor escola para formação de caráter do ser humano!  Não nos esqueçamos que é na família que vivenciamos os valores e virtudes reais! Que é na família que os filhos aprendem o que levam para sociedade! É sabido que o matrimônio é a base da família, cuja essência consiste no amor e na unidade de um casal. Por isso se exige dos noivos uma preparação intensa para assumir esse compromisso, com a intenção de fazer o cônjugue feliz, constituir família em bases sólidas, tendo o amor e o respeito como norma de convivência. Quando o amor e o respeito deixam de ser norma de convivência na família, os demais valores inexistem e a família começa a correr riscos. Porém o que mais acontece é a banalização dos valores fundamentais para a família que é o amor e o respeito. Antes do matrimonio, seja namoro, seja no noivado, deve-se vivenciar o amor entre os dois como o grande canal de ligação para um compromisso sacramental e indissolúvel.

Portanto, se há banalização do namoro, do noivado, certamente após o casamento a probabilidade das coisas não darem certo é bem maior. Em um mundo onde os inimigos da família crescem assustadoramente, não podemos deixar de pensar na constituição familiar de maneira mais profunda.

Sempre digo a noivos e namorados, se não querem assumir um compromisso autêntico, amoroso, respeitoso e caridoso, se possuem medo dos desafios, que é certo que virão, não abracem o matrimônio, não se casem agora, só porque todo mundo o faz.

            A partir destas reflexões, não podemos pormenorizar em um simples artigo este assunto, mas possamos pensar na educação performativa dos frutos do matrimônio, especificamente dos filhos, quando visitarmos um casal que passa por um momento frágil. Os filhos são o dom mais excelente do casamento, e, é acima de tudo, uma grande graça de Deus na vida de um casal. Os pais e filhos devem respeitar-se mutuamente como responsáveis por manter um lar harmonioso, onde todos tenham alegria em estar juntos.

A geração atual e futura poderá nos dar esperança de mundo melhor se a mesma for modelada em um lar sadio e harmonioso e que tenha o amor e respeito como normas de convivência. Nos lares se deve vivenciar a religião, a pratica da fé, o reconhecimento de Deus como principio e fim de todas as coisas, enfim, viver os valores cristãos que podem sem dúvida nenhuma, iluminar a constituição do lar. “Aquele pois que houve minhas palavras, e as põem em pratica, é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Vieram as chuvas, sopraram os ventos e investiram contra a casa; ela porém não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (Mt.7,24).

            A rocha para a edificação dos nossos lares é a Palavra de Deus e a Eucaristia, se a colocamos em prática viveremos tranquilos, pois mesmo que venham as tempestades, mesmo que venham as dificuldades, permaneceremos firmes se edificarmos nossa casa, nossa vida, sobre a rocha que á a própria Palavra de Deus.

A família é e sempre será a melhor escola, a base para formação de valores. Não podemos nos equivocar achando que somente quando os filhos irem para uma instituição educativa, aprenderão com os professores a se comportarem no mundo. O papel da escola e da catequese é apenas continuar a educação recebida no lar. Infelizmente, o mundo esqueceu a escola familiar como igreja doméstica e lugar onde reina a moral e os bons costumes, logo vemos violência, enfermidades, drogas, e um mundo completamente sem valor. Não queremos isso para a família, é hora de revertermos o quadro de nossa sociedade! Gostaria que você pensasse nisso.
Autor: Cônego José Wilson Fabrício da Silva, OCRL

Nenhum comentário: